Respirar emagrece.

De forma alguma os mestres antigos e atuais do Yoga tinham o objetivo de desenvolver técnicas para a “perda de peso”, mesmo que hoje em dia a Organização Mundial da Saúde(OMS) aponte a obesidade como 2º maior indicador de risco de morte mundial e 30% da população mundial está sofrendo com esse quadro, a questão a ser tratada no Yoga é mais duradoura que os índices que você vê nos jornais e mais profunda que o invólucro que reveste nossa psique.

 A interiorização sensorial (pratyahara) que muitas práticas do Yoga naturalmente promovem, revelam a ignorância a qual nos acostumamos. Se existe insatisfação com o nosso corpo, precisamos modificar os padrões mentais, do contrario, a incoerência, a confusão psíquica será um estado interno constante. Os hábitos são os atos influenciados pelos padrões mentais, e se o ideal de corpo que tenho em mente não cabe dentro dos meus hábitos, posso aumentar o nível de gasto calórico dos hábitos diários ou o nível de consciência e satisfação somática com o corpo que habito.

A velha novidade, é que ambas as opções podem ser feitas simplesmente respirando.

A uma primorosa frase que diz; a natureza não desperdiça energia. Ela nos remete a quando nos alimentamos com carboidrato, proteína ou gordura além da nossa demanda energética, estamos na verdade, investindo em triglicerídeos, um tipo de gordura que será armazenada no tecido adiposo ao longo do corpo (gordura localizada) para servir de reserva energética. Essa reserva só é disponibilizada por um processo chamado de oxidação

A combustão é uma reação química da oxidação, se você une temperatura interna corporal (calor) oxigênio (comburente) e calorias (combustível) gera Agni, o fogo digestivo capaz de metabolizar os nutrientes, toxinas e até, em uma visão psicosomática, transtornos emocionais subconscientes.

O poder da respiração ficou bem claro na pesquisa feita na Universidade de Nova Gales na Austrália, onde o professor Andrew Brown calculou que ao respirar 29kg de oxigênio uma pessoa pode eliminar até 10 kg de gordura. A lógica é simples, ao interagir com as moléculas de hidrogênio e carbono do triglicerídeo, o oxigênio os converte em H2O (água) e CO2 (gás carbônico) a partir dai, eliminação fica por conta da exalação e da urina. Se controle respiratório é seguido de uma prática de Asanas o poder de combustão é prolongado. Mas sabemos que apenas o pranayama já é capaz de gerar o Agni ou “fogo digestivo” suficiente para a “perda de peso”.

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