18 – ANTARA KÚMBHAKA
Respiração completa com ritmo. (retenção interna)
Outro nome:
kúmbhaka.
As retenções são indubitavelmente as mais importantes para desenvolver e ativar
a kundaliní. O
Gheranda-Samhitá descreve esse exercício como vital para o
desenvolvimento do Yogi. Existem basicamente dois tipos de kúmbhakas: sahita e
kevala.
Sahita significa combinado é aquele que se relaciona com a inspiração púraka e
expiração rêchaka.
Kevala significa puro é exclusivamente em uma retenção sem importar-se com o
momento. No kevala kúmbhaka não se regula nem a inspiração nem a expiração.
Durante a prática do Kúmbhaka, você deverá se concentrar no ponto entre
sobrancelhas o Ájña Chakra.
No Yoga a acidose respiratória ocorre quando através de uma respiração lenta,
você cancela ou dificulta as trocas gasosas, a respiração com menores volumes de
ar, recolhe consequentemente menor volume de oxigênio e produz um maior
volume de dióxido de carbono remanescente.
Quando o dióxido de carbono, está numa concentração elevada nos alvéolos
pulmonares e na corrente circulatória, diminui a eficiência do funcionamento do
cérebro e permite a liberação da consciência. Desde que você tenha um sistema
cardiocirculatório e pulmonar saudável, pode-se produzir a intoxicação por CO2
simples e inofensiva.
Posição: Sushumnásana, siddhásana, padmásana.
Mudrá: Jñana, mukula, atman.
Execução:
a) Escolha um ritmo, para o nosso exemplo faremos 1-2-1-0;
b) Inspire projetando o abdômen (adhama) para fora, em seguida o movimento
ondula para as costelas que se afastam para os lados (madhyama) e finalmente
dilatando a parte mais alta do tórax (uttama) ao mesmo tempo em que conta o
tempo da inspiração;
c) Retenha o ar nos pulmões, contando duas vezes o tempo da inspiração;
d) Expire demorando o mesmo tempo da inspiração enquanto movimenta a cabeça
para frente e executa inversamente o procedimento torácico, contraindo a parte
alta (uttama), média (madhyama) e baixa (adhama) dos pulmões;
Obs.: o ritmo pode ir progressivamente passando para 1-4-2-0, que é muito mais
forte.
Tempo: A partir de 20 minutos de execução.
Efeitos: A baixa quantidade de oxigênio diminui a atividade dos hemisférios
cerebrais reduzindo a irrigação sangüínea nessa região e aquietando as ondas
mentais, esse artifício provocará sono, diminuirá a sua freqüência cardíaca e
amortecerá a sua fisiologia em geral desencadeando um efeito catabolizante sobre
o consumo de energia corporal. O principal objetivo desse procedimento é a
meditação facilitando o controle sobre os vrittis. Amplia a força de vontade,
fortalece o sistema nervoso, ativa o plexo solar produzindo calor.
É contra
indicada para pessoas com problemas cardíacos ou de hipertensão
Chakra:
Manipura, múládhára.
Atenção: inicialmente um ciclo respiratório não deve durar mais do que 2
minutos.

17 – BANDHA PRÁNÁYÁMA
Respiração completa, sem ritmo, com bandhas.
Outro nome:
prána bandha kriyá.
Posição: Samánásana, siddhásana, swastikásana, padmásana.
Mudrá: Jñana, mukula.
Execução:
a) Inspire dilatando a parte baixa (adhama), média (madhyama) e alta (uttama)
dos pulmões, projetando o abdômen para fora, em seguida o movimento ondula
para as costelas que se afastam para os lados e finalmente dilatando a parte mais
alta do tórax, enquanto isso leve a cabeça para trás distendendo a região da
tireóide empurrando a ponta da língua no palato mole (jíhva bandha);
b) Retenha o ar nos pulmões por breves instantes;
c) Expire enquanto movimenta a cabeça para frente e executa inversamente o
procedimento torácico contraindo a parte alta (uttama), média (madhyama) e baixa
(adhama) dos pulmões, aproximando o queixo da região da depressão jugular no
alto do peito, alongando a região cervical, mantendo a boca fechada e os dentes
cerrados;
d) Enquanto estiver com os pulmões vazios, mantenha a pressão do queixo contra
o peito (jalándhara bandha), contraia intensamente o abdômen (uddiyana bandha)
e também os esfíncteres do ânus e da uretra (múla bandha). Fique alguns
segundos sem ar.
Tempo: A partir de 20 minutos de execução.
Efeitos: Combate a impotência sexual, amplia a energia e o ânimo.
Chakra: Vishuddha, anáhata, múládhára

TAMAS PRANAYAMAS 14/

15 – UTTAMA KÚMBHAKA PRÁNÁYÁMA
Alta com ritmo e com bandhas.
Posição:
Vajrásana, samánásana, virásana, swastikásana.
Mudrá: Jñana.
Execução:
a) Escolha um ritmo, para o nosso exemplo faremos 1-2-1-0;
b) Respire movimentando somente a parte superior do tórax, que corresponde
subclavicular;
c) Inspire (mantenha os músculos abdominais e intercostais contraídos) permitindo
o movimento dos ombros para cima, contando o tempo da inspiração enquanto leva
a cabeça para trás empurrando a ponta da língua no palato mole (jíhva bandha);
d) Retenha o ar nos pulmões.

TAMAS PRANAYAMA 13/

14 – BANDHOTTAMA PRÁNÁYÁMA Alta sem ritmo e com bandhas


Posição:
Vajrásana, samánásana, virásana, swastikásana.
Mudrá: Jñana


Execução:
a) Movimente somente a parte superior do tórax, que corresponde à região
subclavicular;
b) Inspire (mantenha os músculos abdominais e intercostais contraídos) permitindo
o movimento dos ombros para cima, enquanto leva a cabeça para trás empurrando
a ponta da língua no palato mole (jíhva bandha);
c) Retenha o ar nos pulmões por breves instantes, sem contagem;
d) Expire, abaixando os ombros, enquanto movimenta a cabeça para frente
aproximando o queixo da região da depressão jugular no alto do peito, alongando a
região cervical e mantenha a boca fechada e os dentes cerrados (não abra a
boca);
e) Enquanto estiver com os pulmões vazios, mantenha a pressão do queixo contra
o peito (jalándhara bandha), contraia intensamente o abdômen (uddiyana bandha)
e também os esfíncteres do ânus e da uretra (múla bandha). Fique alguns
segundos sem ar. OBS.: neste respiratório a parte baixa e média dos pulmões não
são utilizadas.


Tempo: 5 minutos de execução.
Efeitos: O movimento dos ombros e cintura escapular permite respirações com
maior profundidade. E sensação descrita pelos praticantes que a desenvolvem é
como se você tivesse tirado um grande peso dos ombros. Reduzindo as tensões nos
ombros e pescoço, e diminuindo a freqüência de torcicolos.
Chakra: Vishuddha, anáhata.